O mercado está carente de jornalistas freelancers?

Texto originalmente postado aqui.

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Sou formada em Letras, mas desde que me conheço por gente no mundo profissional trabalho como jornalista. Até 2015, entretanto, precisei me dividir entre a empresa da família e minhas atividades como jornalista, cenário que mudou com a chegada e instalação da crise que assola nosso país. De repente, minha atividade secundária começou a render mais que a atividade principal e, portanto, desde março de 2015, eu me dedico exclusivamente ao trabalho de jornalista freelancer.

O que percebi durante esses pouco mais de dois anos de exclusividade ao trabalho freelancer é que acabei fazendo o caminho inverso do que a maioria das pessoas faz: troquei o certo pelo duvidoso. Fui de um emprego sólido, com registro em carteira – o que significa FGTS, 13º salário e férias remuneradas -, pelo trabalho que amo, mas o qual realizo informalmente.

O resultado? Não fiquei um dia sequer sem trabalho e meu salário é muito maior do que na empresa em que trabalhava, mesmo com todos os benefícios.

E, se você pensa que isso aconteceu porque cobrei um valor irrisório para os meus serviços – coisa que, infelizmente, é o que mais testemunho no meu segmento -, está enganado. Eu sempre cobrei um valor que acho justo e nunca deixei de receber por um trabalho. Na verdade, certa feita fui até contratada para refazer o trabalho de um freelancer que cobrava três vezes menos do que eu cobro.

Enquanto alguns atribuem isso à sorte, eu atribuo isso ao respeito com que trato quem me procura para contratar meus serviços.

Mágica? Não, é profissionalismo

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Mas, afinal, o que eu tenho que parte da comunidade de jornalistas freelancers não tem? Todos somos “farinha do mesmo saco”, ou seja, temos a mesma base, aprendemos as mesmas coisas, certo? O segredo é que, na verdade, não há segredo algum. Os clichês estruturados que se ouvem dizer sobre o atendimento ao cliente são verdades absolutas, principalmente para o profissional freelancer e, isso, meus amigos, não se aprende na faculdade, mas na vivência profissional, dia após dia.

“Como assim, Luciana?”, você deve estar se perguntando.

Ora, é simples. Obviamente um jornalista freelancer precisa ter alguns requisitos básicos, como boa redação, ótima capacidade de pesquisa e checagem de informações, entre outras coisas. Esses quesitos todos nós temos. Porém, são as habilidades interpessoais que equivalem à cereja do bolo. Didaticamente falando, suas chances de ser contratado para um trabalho freelancer aumentam expressivamente quando:

  • Você está disponível para o seu cliente, ou seja, responde o contato assim que o recebe, seja por e-mail, WhastApp ou redes sociais. Todos merecem resposta, mesmo que, no momento, você não possa ajudá-los.
  • Consegue todas as informações pertinentes sobre o assunto da matéria ou texto que vai escrever. Alguns assuntos são muito abrangentes e, por isso, um direcionamento completo é fundamental para um trabalho de qualidade.
  • Você não está preocupado com o preço do seu trabalho, mas sim, com o valor que entregará à pessoa que deseja contratá-lo.
  • Você sabe em que locais procurar e checar informações. Vale aqui afirmar o óbvio e pesquisar em fontes confiáveis e oficiais.
  • Você constrói uma reputação baseada em seu compromisso com os clientes que já o contrataram anteriormente. Assim, o mínimo que você pode fazer é entregar seus trabalhos no prazo. Se logo no início você percebe que o prazo estipulado é curto demais, seja sincero e decline o trabalho. Se aceitar, faça bem feito e entregue.
  • Se é honesto com você mesmo em primeiro lugar e, depois, com todos ao seu redor. Se errou, assuma o erro e o corrija. Se tem dúvidas, pergunte. Se não sabe, avise. Sua reputação o precederá em tudo na vida e, por isso, você precisa cuidar dela com todas as suas forças.

A alegria de poder trabalhar com algo que sinta prazer em fazê-lo e, de quebra, ser bem remunerado por isso, é um prazer inenarrável e que está ao alcance de todos. Basta um pouco de conscientização e mãos à obra.

Se puder compartilhar com seus contatos, eu agradeço. O mercado não está carente de freelancers, mas só os bons podem se dar ao luxo de fazer do trabalho freelancer a sua profissão.

Bons negócios.

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