6 blogueiras afirmam que 2016 foi importante para o feminismo na cultura pop. Você concorda?

*Especial Cobertura CCXP 2016

O maior evento geek e de cultura pop do Brasil, a CCXP 2016, terminou no domingo (04), mas deixou uma reflexão importante sobre o empoderamento feminino.

Em um painel de debate chamado “Furiosas! Mulheres que chutam bundas no HQ”, seis mulheres discutiram as personagens que mais marcaram o universo feminino neste ano e o que esperam para 2017.

Moderado por Rebeca Puig, do Collant sem Decote, as superpoderosas da internet Bárbara Rodrigues (Cuzcuz Literário), Anne Caroline (Preta, Nerd & Burning Hell), Kaol Porfírio (Fight Like a Girl), Carolina Ricca Lee (Lotus PWR) e as escritoras de literatura fantástica Shirley Barbosa e Flávia Muniz, discutiram sobre o feminino representado nas artes.

Personagens que inspiram

A heroína da Marvel, Jessica Jones, a personagem da Marvel que chegou virou série da Netflix, foi uma das escolhidas pelas participantes por ser um papel feminino forte e marcante.

“Observamos uma ascensão de personagens femininos. Começamos uma ascensão tímida de produtoras de conteúdo: na primeira temporada de Jessica Jones, havia três roteiristas e, agora, para a segunda temporada, será uma diretora”, contou a escritora Shirley Barbosa.

De acordo com Shirley, a produção de conteúdo por mulheres é uma realidade fora do Brasil, mas aqui, a carência de escritoras, roteiristas, diretoras ainda é grande.

“Estou no mercado literário há 11 anos. Acabei de lançar meu 45º livro e, cada um deles, foi uma batalha”, acrescentou a escritora. “Meninas também gostam de cultura pop, de games, ou seja, de consumir e produzir isso”.

Minoria da minoria?

Anne Carolina citou a carência de personagens femininas e negras, e concorda com Shirley sobre a participação mais ativa das mulheres fora do Brasil. A blogueira citou a série Queen Sugar, produzida (por Oprah Winfrey), roteirizada e estrelada por mulheres negras e não-brancas.

“Nova Bordelon (interpretada pela atriz Rutina Wesley), pode construir nesta série uma personagem negra forte, sem necessariamente ser uma super heroína com poderes especiais, mas que tem poderes para lidar com o mundo real”, afirmou.

Outro exemplo foi lembrado por Kaol Porfírio:

“Quando a personagem Furiosa [interpretada por Charlize Theron no filme Mad Max Estrada da Fúria] surgiu e mostrou que podia ser tão forte e marcante, mesmo com um dos braços amputados, em seguida surgiram vários cosplays de meninas que também não tinham o membro.”

Bárbara Rodrigues aproveitou para completar: “a gente tem que entender que é necessário mudar as mentalidades. Temos que adaptar os personagens para a nova era. Estamos mudando a cada dia e a mudança é uma consequência, não podemos deixar os HQs, os filmes, as séries parados enquanto estamos evoluindo.”

Empatia e igualdade

Carolina Ricca Lee, que luta pelo empoderamento das mulheres asiáticas, lembrou que boa parte das histórias de mulheres são escritas por homens.

“Não é só uma questão da culpabilidade masculina, precisamos ter empatia e cobrar do mainstream que as próprias mulheres contem suas histórias, que as pessoas de cor possam contar suas próprias histórias. Uma experiência não pode ser retratada sem que você realmente tenha vivido isso. É necessário um acolhimento de “vamos escrever juntos?”’, disse Carolina.

Matéria originalmente publicada aqui.

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