A robótica pedagógica e outras 5 tecnologias que farão parte de sua vida até 2020

Com a nobre missão de desenvolver o pensamento criativo e o raciocínio lógico nos alunos, a robótica pedagógica surgiu como subproduto do avanço da tecnologia.

Na década de 60, a simples ideia de existir um PC (computador pessoal), comercializado a preços acessíveis de modo que houvesse um em cada residência, era algo tão revolucionário e tecnologicamente avançado como enviar um foguete à lua.

Assim, quando o primeiro matemático, o americano Seymour Papert, que foi pupilo de Jean Piaget, o notório pensador e educador, começou a divulgar a ideia de que os PCs poderiam se tornar ferramentas valiosas no aprendizado das crianças, foi recebido com bastante descrença.

Para nossa sorte, Seymour Papert não deu ouvidos aos desencorajamentos e, anos mais tarde, desenvolveu o construcionismo, como professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology).

A influência de Jean Piaget

O construcionismo de Papert e o construtivismo de Piaget partem da mesma premissa: o aluno é o próprio condutor (ou construtor) de seu conhecimento por meio da exploração do ambiente, que lhe possibilita fazer incontáveis descobertas.

Os movimentos se diferem, entretanto, porque o construcionismo requer que o processo de aprendizagem aconteça por intermédio da realização de uma ação concreta, culminando em um produto palpável.

Uma das criações mais expressivas do movimento de Papert foi a tartaruga de solo, que era um robô cuja linguagem de programação era a Logo, também criada pelo matemático e que era acessível para as crianças.

Seymour Papert, um dos fundadores do Laboratório de Inteligência Artificial do MIT, defende que a robótica e a programação são capazes de mudar a forma de aprender das crianças, pois se utilizam da criação, reflexão e refinação de ideias.

É exatamente essa definição que tem servido como base para influenciar diversas escolas em nosso país e que tem incentivado o uso de metodologias que trabalham esse processo de ensino.

Por isso, a robótica ganhou o sobrenome de pedagógica e passou a ser utilizada como uma dessas metodologias.

A versatilidade da robótica permite que ela possa ser usada como meio de ensino e como finalidade de aprendizagem. Isto significa que a robótica é utilizada para ensinar outras disciplinas, mas também para que seja aprendida.

 A tecnologia transcende seu propósito: em alguns casos, contribui para resgatar a identidade dos alunos

Luemy Ávila é educadora e especialista em Tecnologia Educacional, a qual engloba robótica, lógica, design, programação, animação e games, e orientadora de inovações práticas pedagógicas da Secretaria Municipal de Educação SEMED de Macaé, interior do Rio de Janeiro.

Foi por intermédio de uma mobilização que Luemy conseguiu com que alunos e professores começassem a usar a tecnologia e mostrar como é possível desenvolver projetos incríveis de robótica quando se há uma motivação.

Luemy explica: “desde 2014, a Secretaria Municipal de Educação de Macaé (RJ) está com uma proposta de inovação pedagógica bem diferente. A gente trabalha com adesão por escola, e desenhamos projetos específicos para cada uma delas. Nós tivemos avanços bem significativos, tanto para o educador, quanto para o aluno.

Eu criei o programa, que chama Inovar e Aprender, e ele já chegou a 10 escolas numa rede de 105. A gente atende 600 alunos em um universo de 40 mil. O projeto ainda é pequeno, mas cresce a cada ano. ”

Lumey completa dizendo que, com o uso da Tecnologia da Educação nessas escolas, os alunos começaram a notar que essa ferramenta poderia ter um uso mais abrangente: na agricultura, nas plantações e nas colheitas.

Essa percepção reflete bem como o aluno consegue transportar os ensinamentos em sala de aula para a sua realidade.

A educadora acredita que todo esse processo significou mais do que uma proposta ampla de ensino: a Tecnologia da Educação conseguiu resgatar a identidade e o potencial desses alunos.

 

5 tecnologias que farão parte de sua vida até 2020

Há bem pouco tempo, a influência da tecnologia no nosso dia-a-dia só era percebida por uma parte da população.

A percepção de como usamos a tecnologia todos os dias se expandiu e, em um futuro bem próximo, seu uso se tornará tão natural como acessar a internet.

Veja abaixo 5 tecnologias que, muito em breve, farão parte da nossa realidade – e isso é uma coisa boa!

Quem anunciou a chegada – e dominância – dessas tecnologias foi a TOTVS Labs, um laboratório de pesquisa e inovação que se localiza no Vale do Silício.

    1-  Inteligência artificial: segundo a TOTVS, os segmentos como a saúde, varejo, serviços financeiros e outros, passarão por transformações importantes oriundas da combinação de aplicativos móveis, dados e a inteligência artificial.

    2-  Impressora 3D: em muitos locais, esse dispositivo já é uma realidade e tem proporcionado experiências de aprendizado incríveis para muitos alunos.

   3-  Carros autônomos: o Google Car e alguns outros modelos já estão na ativa. No entanto, pode-se dizer que ainda estão em fase de testes, pois melhorias e ajustem só podem ser feitos quando o carro já se encontra em uso.

    4-  Internet das coisas: tendência forte que traz como premissa a conexão online dos utensílios que utilizamos todos os dias: geladeiras que avisam seus donos quando, como e onde abastecê-las, por exemplo, puxando dados da internet.

    5- Biotecnologia: terá um papel fundamental no futuro do planeta, administrando os recursos naturais, evitando desperdícios de alimentos e combustíveis para que o pouco que ainda nos resta não termine de vez.

Já parou para pensar como a tecnologia está presenta na sua vida? E como a chegada dessas tecnologias impactarão a sua realidade?

Tópicos recentes

Comentários

    Arquivos

    Categorias

    Meta

    Certificação em produção de conteúdo para web

    lupcaczan Written by:

    Be First to Comment

    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *