A educação começa em casa

O número de pais que acreditam que educar seus filhos é papel da escola ainda é grande. Na verdade, a escola tem o papel de instruir os filhos.

Educação e instrução são duas coisas bem diferentes. A educação independe da raça, sexo e status do indivíduo. Porém, está bastante atrelada ao ambiente em que ele vive.

Conviver com a família é o primeiro contato que a criança tem com a civilização e seu lar se torna referência para suas atitudes perante o mundo.

É em casa que a criança aprende sobre respeito, solidariedade, obediência, compaixão, paciência, bondade, etc; e ela reproduzirá no externo o que aprende no interno.

A professora não é a segunda mãe do seu filho

É fato que as crianças estão iniciando a vida escolar cada vez mais cedo, porém isso não significa que a professora será a segunda mãe do seu filho, mesmo que ela troque suas fraldas e o alimente.

Histórias de agressão aos professores nos colégios, públicos e particulares, indicam que o total desrespeito ao profissional responsável por instigar a curiosidade e a vontade de aprender das crianças é bem mais comum do que gostaríamos.

Entretanto, o mais assustador, é imaginar que esse comportamento vem de casa. Se o aluno pré-adolescente agride o professor, isso quer dizer que ele também agride seus pais?

Por pior que esse cenário seja, a agressão em si, seja ela física ou psicológica, é apenas a consequência de um fato: é bem provável que esses jovens foram criados pensando que as outras pessoas existem para lhes servir.

Trocando em miúdos, o buraco é, realmente, mais embaixo.

O bullying também começa dentro de casa

Quantas pessoas você conhece que tratam seus familiares – e, por família, quero dizer pai, mãe e irmãos – por apelidos agressivos e usando palavrões impronunciáveis?

Em muitos casos, a “brincadeira de família” (ou até a máxima “piada interna”) não é bem recebida.

Se seu filho está um pouco acima do peso, por exemplo, usar apelidos “carinhosos” pode estar causando o efeito contrário do que você imagina, ou seja, ele pode estar sofrendo calado com isso e internalizando um trauma que levará para o resto da vida.

Nove entre dez pessoas que são alvos dessas brincadeiras de família não aprovam esse comportamento, mas não têm coragem de se manifestar. Reflita sobre isso.

“Ser pai é também ser um educador”

Esse é o coro dos psicopedagogos. “Uma atitude vale mais que mil palavras”, diz aquele ditado famoso…

Eu poderia encher essa página de clichês, mas a verdade é que as atitudes e as palavras proferidas dentro do lar influenciam a criança de todas as maneiras.

Que fique bem claro: essa influência nada tem a ver com dinheiro. Demonstrar respeito com as outras pessoas da família – mesmo quando as opiniões forem diferentes, ser solícito e estar sempre pronto a ajudar, ter bons modos (mesmo se forem resumidos a dizer por favor e obrigado), fazer sua parte nas tarefas do lar, entre outras coisas, não custam um centavo sequer e podem enriquecer o ser humano com virtudes.

A educação em relação à escola

Dar valor à instrução também faz parte da educação dos filhos. Não importa se a escola é pública ou privada; o desejo dos pais é que seus filhos os superem e tirem o máximo de proveito da oportunidade que têm em suas mãos.

Os pais podem contribuir para isso de uma maneira bastante proativa. Veja abaixo algumas dicas de fazer com que seu filho tenha apreço pela oportunidade de estudar:

  • Não permita que seu filho falte às aulas sem necessidade e também não permita que ele se atrase. Principalmente para aqueles que estudam de manhã, mas não conseguem dormir cedo, deixe claro que ele pode dormir a hora que quiser, desde que esteja pronto para o colégio na hora certa!

Essa atitude promove a responsabilidade e contribuirá muito para que ele seja um adulto comprometido. Além disso, faltas e atrasos constantes prejudicam o aprendizado.

  • Conheça os professores de seus filhos e esteja presente nas reuniões escolares. Dessa maneira, os professores saberão quem você é e, no caso de algum problema, se sentirão à vontade para procura-lo e, juntos, chegarem a uma solução.

  • Além de perguntar ao seu filho como foi o dia na escola, peça para ele explicar a você algo que aprendeu. Assim, você não só demonstra interesse, mas também o ajuda a fixar o conteúdo do dia.

  • Acompanhe as lições de casa, mas não as corrija. Quando vir algo errado, simplesmente peça para que seu filho revise o que fez e confira se está tudo correto. Se ele não encontrar nada de errado, deixe que o professor faça a correção. No outro dia, conversem a respeito, sempre de forma respeitosa.

  • Estimule sempre as atividades que envolvam leitura. Mesmo se seu filho fique um tempo considerável jogando vídeo game ou no computador, dê preferência aos jogos que contem histórias. Para completar as fases, ele terá que ler e se inteirar sobre o que está acontecendo.

  • Por fim, estimule seu filho com palavras cruzadas, sudokus, caça-palavras e outras atividades que precisam de mais concentração. Isso só trará benefícios a ele.

O básico que significa muito

Viver em um lar em que as boas regras de convivência e de educação são uma constante que aproximam a criança de uma vida adulta mais pacata e feliz, pois reproduzindo o que ele aprendeu em casa, ele estará sempre moralmente protegido.

Até a próxima.

Tópicos recentes

Comentários

    Arquivos

    Categorias

    Meta

    Certificação em produção de conteúdo para web

    lupcaczan Written by:

    Be First to Comment

    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *