Tudo o que você precisa saber sobre cultura maker nas escolas

Apesar do nome moderno, cultura maker não é um conceito novo. O elemento novidade quem vem atrelado à expressão está na descoberta dos benefícios que o conceito pode trazer na educação das crianças e jovens.

Vamos entender um pouco mais sobre o que é cultura maker e em como faz sentido incrementar os moldes tradicionais de ensino com ela.

O que é cultura maker?

Cultura maker, ou Movimento Maker, como também é conhecida, é uma extensão do conceito “Faça Você Mesmo”, que vem do inglês “Do it Yourself” (DIY).

A base da cultura maker é a ideia de que qualquer pessoa pode construir, consertar, alterar, fabricar, melhorar, criar vários tipos de objetos com as suas próprias mãos.

Como mencionado, a cultura maker já existe há muito tempo e deu origem a muitos equipamentos como os PCs, nossos computadores pessoais. Isso mesmo! Todo projeto e idealização dos PCs saíram de locais como o Clube dos Computadores Caseiros ou o Homebrew.

Aliás, foi em locais como esses que o fundador da Apple Steve Jobs e seu fiel escudeiro, Steve Wozniak, apresentaram o primeiro protótipo da Apple.

Com a popularização desses clubes “caseiros”, outras empresas como a Intel e a Samsung resolverem incrementar seus processadores para facilitar a vida dos makers e, assim, estimular o movimento.

A cultura maker na educação

A tecnologia trouxe possibilidades infinitas para todos os segmentos de mercado. Porém, é inegável os benefícios que ela trouxe à educação.

Com o acesso à informação cada vez mais simples e fácil, fomos capazes de desbravar caminhos que até pouco tempo atrás pareciam impossíveis.

Pedagogos a frente de seus tempos, como Maria Montessori (nascida em 1870), já davam indícios de que o rumo a ser tomado era o do protagonismo do aluno.

Empoderar as crianças para criar ambientes em que elas mesmas se autoestimulem a aprender é abrir um mundo novo de possibilidades e garantir que o aprendizado seja internalizado e levado para a vida toda.

Simplificando, o processo é tão natural que é como se a criança soubesse exatamente o que ela tem que fazer dentro do ambiente de aprendizado, sem que ninguém mostre a ela.

O que a cultura maker tem que o ensino tradicional não tem?

Em primeiro lugar é ensinar ao aluno a questionar o que está aprendendo. Especialistas da área acreditam que a educação maker pode formar adultos que conseguem ver as coisas além das aparências, a saírem de suas zonas de conforto e a pensar fora da caixa.

O modelo tradicional bombardeia crianças e jovens com teorias sem possibilitar que as mesmas possam ser testadas e comprovadas. Ler que cientista X testou algo não é o mesmo que fazer o teste você mesmo.

Ler que se ligarmos o ponto A ao ponto B resultará em uma corrente elétrica que vai acender uma luz sem precisar de um fio não é o mesmo que fazer o teste você mesmo.

Entendem onde quero chegar? Esse tipo de experiência treina o cérebro para que a teoria passe a fazer mais sentido quando combinada à prática, facilitando – e muito – o aprendizado.

Os laboratórios makers nas escolas brasileiras

Embora os benefícios da cultura maker na educação sejam compreendidos e aceitos, o ideal é que as escolas tenham uma estrutura adequada para acomodar laboratórios em que os alunos possam desenvolver a cultura maker.

Por isso, apenas alguns colégios de alto padrão oferecem laboratórios bem equipados com dispositivos como impressoras 3D, entre outros. Outros colégios, ainda, contam com a participação de professoras do maior e mais tradicional instituto de tecnologia do mundo, o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).

Mas o movimento maker também está fora dos laboratórios. Incentivar e reforçar o faça-você-mesmo é o que garante uma participação mais ativa e de maior engajamento dos alunos em geral.

Para entender melhor a cultura maker e conhecer os principais colégios que já adotaram a metodologia, assista o vídeo abaixo:

Preparo e orientação são fundamentais para a cultura maker

O fato de não contar com uma estrutura ideal, entretanto, não quer dizer que a cultura maker não poderá ser incentivada em outros colégios.

Professores preparados para orientar os alunos podem virar o jogo e contribuir para que essas crianças de hoje sejam os novos líderes do amanhã.

O filme Spare Parts, baseado em uma história real, é sobre exatamente isso. O filme conta a história de quatro alunos latinos de um bairro de periferia dos Estados Unidos e que estudam em uma escola pública.

Após formarem um clube de robótica na escola com a ajuda de um engenheiro desempregado que conseguiu um emprego temporário como professor substituto, eles entram em um concurso do MIT, concorrendo com as principais universidades dos Estados Unidos.

Assista o trailer do filme aqui.

E o que acontece agora?

Ainda aos pequenos passos, a visão da educação brasileira está começando a seguir por uma nova trilha em que permitir que o aluno descubra e desenvolva seus potenciais seja a meta principal de ensino.

É hora de compreender as novas metodologias que estão chegando para otimizar o aprendizado e formar adultos preparados para todas as situações de suas vidas.

Texto publicado aqui.

 

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