Quando se achava que não havia mais nada para se descobrir sobre o corpo humano, descobriram isso!

Em 1490, Leonardo da Vinci desenhou a figura do Homem Vitruviano que foi a base de todo o estudo da anatomia. Hoje, 525 anos depois, já é possível pensar que não há nada mais que se possa descobrir em relação a isso, certo?

ERRADO!

Homem Vitruviano, desenho de Leonardo DaVinci

Cientistas acabaram de descobrir que há vasos que conectam nossos cérebros aos nossos sistemas linfáticos, ou seja, o cérebro e o sistema imunológico estão de conchavo desde que nos conhecemos por gente!

A descoberta é tão importante que um dos pesquisadores, provavelmente depois de pegar o queixo que havia caído no chão, comentou que os livros de anatomia terão de ser alterados. Isso porque essa descoberta incrível pode mudar tudo para os portadores de doenças autoimunes e de doenças neurológicas.

Jonathan Kipnis, diretor da BIG (Center for Brain Immunology and Glia) e pesquisador do Departamento de Neurociência da Universidade de Virginia, afirmou que não acreditava ser possível existir estruturas no corpo que ainda não haviam sido descobertas: “pensei que o corpo estivesse mapeado… Pensei que descobertas deste tipo haviam terminado no século passado. Mas, aparentemente, não terminaram”.

As doenças autoimunes em números

De acordo com informações da ABEM (Associação Brasileira de Esclerose Múltipla), o Instituto Nacional de Saúde (NIH), dos Estados Unidos, afirma que mais de cem doenças crônicas têm origem em uma resposta autoimune.

A American Autoimmune Related Diseases Association (AARDA) diz que 50 milhões de americanos são portadores das doenças autoimunes e, em 2012, aproximadamente 5,4 milhões de pessoas foram diagnosticadas com o Mal de Alzheimer que, no mundo, já afeta cerca de 35,6 milhões de pessoas, de acordo com dados divulgados pela AlzheimerMed.

Quando comparados com outras doenças que afetam a população americana, os números ficam ainda mais expressivos: 22 milhões dos americanos sofrem de doenças cardíacas e 9 milhões são afetados pelo câncer.

O que muda com essa descoberta?

Mapa do sistema linfático antes da descoberta

De acordo com os cientistas e pesquisadores envolvidos nessa descoberta, há muitas possibilidades, conhecidas e desconhecidas, a serem exploradas. A nova conexão entre o cérebro e o sistema imunológico pode começar uma onda de efeitos e, em última análise, mudar a qualidade de vida de muitos.

Nos pacientes portadores do Mal de Alzheimer, os médicos sabem que um dos fatores presentes nos cérebros afetados é o acúmulo de pedaços de proteína. A descoberta pode mudar o jogo se, por exemplo, descobrirem que os vasos sanguíneos dos cérebros saudáveis estão fazendo a eliminação adequada dessas proteínas e os cérebros afetados, não.

Isso representa um lugar novo onde os cientistas podem começar a procurar e significa que eles podem estar cada vez mais próximos de compreender o Mal de Alzheimer e, quem sabe, a partir daí, uma cura?

De acordo com a Universidade da Virginia o novo sistema linfático teria de ser remapeado da seguinte maneira:

Nova ligação entre o sistema linfático e o cérebro, desenhado pela Universidade da Virginia.

É a ciência cada vez mais próxima de mudar o mundo!

Fonte: upworthy.com.

Texto publicado aqui.

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